quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Solidão

Não há algo pior que a solidão
Ela vem invadindo a alma
E toda a sua existência
Fica tudo sem sentindo
Ela vem linda
Quieta
Como duas mãos macias e aveludadas
Acariciam a sua cabeça
Deslizão pelo rosto
E tampam seus olhos
E apertam até perfuralos
E nada mais
Nada mais mesmo
O faz enxergar outra vez
Essa tal felicidade
Ela é cruel
Impiedosa
Não sabemos se somos felizes
Nem sabemos se somos infelizes
Vazios nós ficamos
Com um grande espaço no peito
Esperando ser preenchido
E que nunca é preenchido
Por medo  do amor