sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Triste non

Miele il tuo sorriso è contagioso
Così continuare a sorridere
Che la tua risata è una costante
Se siete tristi piangere qui
E dimenticare quello che c'era e che cosa viene fuori
L'elenco delle tue labbra pagliaccio
E 'stato fatto solo per una risata
Ma i suoi occhi tristi mi ha spezzato il cuore
Così il bambino non essere così
Perché la vita è un grande tangente
Passando attraverso il nostro subconscio
Lasciate che i demoni di parlare
Dare la colpa agli altri
E poi bruciare tutto
Per tutto ciò che verrà
Come un vento turbilhando
Nelle nostre orecchie sorde semplice
Tesoro, non sentiamo mille occhi
Ma ha sentito un sì!
Egli ascolta con attenzione
Per l'orecchio è cieco e non vede nonsense
Ascolta quello che ti serve
Meglio un orecchio
Chi ascolta la musica
Di due occhi che vedono solo la tristezza
Allora ti prego
Mettete tutto
E vieni ridere con me!

A mentira


Só se enganam  os que não sentem
E se sente a mentira cotidianamente
O desprezo vela a mentira
E a verdade sente sua ausência
Quem engana está em estado tolo
Pois o enganado sabe esconder
Sabe mentir e derrotar
Pobre enganador
Cuidado com a verdade
Ela é dolorosa.

Humano


sangrando os olhos em lágrimas
a ponto e virgula de sorrir
entre parenteses de brigar
dois pontos de amar
a sublinhado de sofrer
a exclamação de ser feliz
a interrogação de viver
a ponto final de morrer

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Acostumados

Ahh o ano novo
E eu já posso estar
Me acostumando a viver
Muitos diriam
Quando  acostuma
Se perde o sabor
Mas o que Deus diria?
Acho que Ele diria
Que nos falta sabedoria
Que no falta enxergar a calmaria
Mansidão e poesia
Luta e dignidade
E que talvez nem acostumados
Derrepente estariamos
Quem sabe talvez
Um tanto mais sábios
Um tanto mais preparados
O que Deus diz
Como sempre é muito mais importante
Mas nós em nosso infinito egoísmo
Ainda não enxergamos
Fracos somos
Capazes de nos tornar hedonistas
Da própria liberdade
Nos amorozamente proporcionada.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SUICÍDA


Decisão ele tomou
E ponto final afirmou
Um menino-homem sem idade
Sem nome
Com certa legalidade
Morrer para ele é a vida
Que ele tanto sonhou
Mas que não vai ter
Pois se morrer é morrer
Nada ele vai ter
Rindo sempre ele ficava
Dos devaneios meus
Mas o que eu digo já não importa
Pra o menino que já cresceu
E já sabe o que quer para si
É  uma grande decisão morrer
Tem de ter coragem
Em alguém deixará saudades
Mas de qualquer forma deixaria
Até mesmo vivendo
Pois tão gentil ele é
E que até ao fim do dia 29 de outubro já se foi

domingo, 23 de outubro de 2011

80


Ter 80 é sofrer o impacto dos prédios
É ficar extasiado ao conhecer a internet
É recordar de quando namorava no portão
É  lembrar das carteiras com lugar para o material
É poder ter visto a televisão aparecer
É poder ter visto a febre do celular
E a do computador
É poder ter respirado um ar mais puro
Uma água com menos cloro
Ter visto a ditadura
Ter visto Hitler nos jornais
Ter conhecido vários presidentes
É ter visto Charlie Chaplin no cinema
E ter visto o Woodstok acontecer
Ter visto os Beatles na parada de sucesso
E Caetano exilado
Só não viram o Lula sem bigode
É ter visto na TV Gilberto Gil cantar sobre o ano 2000
É ter vivido mais finais do mundo
Assistido futebol quando se usavam shortinhos ainda
É ter 80 anos é ter visto muita coisa acontecer fora dos livros 

Tudo bem?


Sim, está tudo bem
Bem e infeliz
Bem porque nada acontece
Nem raiva, dor ou paixão
Só um frio intenso sem calor
Bem porque está cinza
E nem tudo está tão bem assim
Bem por que as flores ainda não caíram
Deixando o chão mais colorido
Bem porque ninguém morreu
Deixando saudade
Bem porque os minutos passaram
Rápido demais
Bem porque o bem é só o bem
Não é meu, nem seu, nem nosso
É o bem do está tudo bem
Não é você o meu bem
É só o bem
Aquele bem que todo mundo conhece
E desconhece
Aquele bem  do normal
Aquele bem sem astral

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

RAÇA

sapiens sapiens
raça humana
negro
caucasiano
índio
é o Brasil
é o mundo
florestas petrificadas
é a raça humana

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Humilhado

superando os limites da mansidão humana
ultrapassando o sistema de paciência social
sem frieza
segurando o choro
roendo pelas beiradas
sempre vitoria

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

La nostra verità

sarracenos arrastam-se pelo deserto
em busca de água
em busca da justiça
em busca do perdão
se estiram procurando por uma verdade
que desconhecem
nas montanhas douradas
de areia, sal e sol
encontraram a água preta
mas permanecem sedentos

Poderosos

 Tudo é festa
No país do duende
Tudo é dinheiro
No país do duende
Que fica lá na ponta do arco-íris
No meio daquelas asas
Depois de todo cerrado
Seco
Lá existem águas e grama verde
Lagos  feitos pela mão humana
Repletos de peixes frescos
Lá todos os duendes
Parecem pinguins
Alguns desses duendes
São vermelhos
As vezes estão de preto
Mas sempre há de existir um pontinho vermelho
No país dos duendes
A fome não chega
A miséria e nem a seca
Por mais próximo que ele esteja
Os duendes são felizes
Eles levam tudo numa boa
Tem poder para realizar todos os desejos
Mas apenas de outros grandes magos do ouro
Eles não ao capazes de realizar os desejos
Dos humanos
Pois só no mundo da fantasia é que eles vivem
E cada vez mais humanos entregam ouro aos duendes
E cada vez mais os duendes bolam uma nova engenharia para ganhar mais notas verdes
Esses duendes são tão parecido com os gnomos
Eles sabem mesmo como ganhar dinheiro
A diferença é que os gnomos projetam melhor
Mas esses duendes são demais!

Solidão

Não há algo pior que a solidão
Ela vem invadindo a alma
E toda a sua existência
Fica tudo sem sentindo
Ela vem linda
Quieta
Como duas mãos macias e aveludadas
Acariciam a sua cabeça
Deslizão pelo rosto
E tampam seus olhos
E apertam até perfuralos
E nada mais
Nada mais mesmo
O faz enxergar outra vez
Essa tal felicidade
Ela é cruel
Impiedosa
Não sabemos se somos felizes
Nem sabemos se somos infelizes
Vazios nós ficamos
Com um grande espaço no peito
Esperando ser preenchido
E que nunca é preenchido
Por medo  do amor

Recado

2000 noites sem o retorno
De quem já se foi
Então o entendimento
Dos vermelhos do banheiro
Foram a tona
Mais antigo
Mais velho
Maturidade
Mas com o mesmo retrato na mente

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tempo

de dia e de noite
de tarde e ao alvorecer
não existia antes
de todo homem entender
os tics tacs
 folhas, flores, chuvas e neve
todas com o mesmo sol
mas sem o mesmo calor
o que passou a uma década
o que já foi em um segundo
o pretérito de quem não sabia
o futuro de quem adivinhou
o presente que já se passou
o presente da data que ganhou
redondos e quadrados
digitais e de ponteiro
solares analógicos
despertam
demonstram
coisa que o homem fez?
coisa que o homem descobriu?
eu não sei
nós só vivemos a cada dia intensamente
desperdiçando ao pensar no próximo segundo

Moisés

andando pela estrada
seca de petróleo
navios atracando
no mar vermelho
baleias nas paredes
burros no meio
sem sede
sem fome
já há de chegar
o trono
daqueles que foram desfavorecidos
pisados pelo poder.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

TRST

O triste
Não se exulta
Nem se exalta
Cabisbaixo ele caminha
Sem procurar alegria
Ele só pensa
Ele reflete
Nos males de sua vida
Nos males do mundo
O triste
Se humilha
Se recolhe
Se concorda
É sozinho
E calado
O triste
Pensa e chora
Na calada da noite
E não sorri nos lugares públicos
O triste tem um brilho no olhar
E um nó na garganta
Que tenta segurar
Pelo pequeno orgulho que ain
da o resta. 

Fome

cada um com seu mal
nessa veia canibal
não há o que ou quem julgar
só recolher
os pedaços de carne pelo chão

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Olho mágico

HARAS HERAS HIRAS
ZORAS ZURAS
DING DING TAC TAC
HARES HARIS ZARIS
HORAS HERAS
HORUS

4D

Eu sinto
Eu cheiro
Eu toco
Eu ouço
Mas eu não vejo
Eu desejo que suma
Mas eu preciso
Medo 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Urina

Um aperto no fígado
uma dor na garganta
e o gosto amargo daquele canto
prendeu se
um aperto na bexiga
e o corpo dormente
a mente gritando
e corpo imóvel
a alma agitando
e o corpo dormente