sapiens sapiens
raça humana
negro
caucasiano
índio
é o Brasil
é o mundo
florestas petrificadas
é a raça humana
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Humilhado
superando os limites da mansidão humana
ultrapassando o sistema de paciência social
sem frieza
segurando o choro
roendo pelas beiradas
sempre vitoria
ultrapassando o sistema de paciência social
sem frieza
segurando o choro
roendo pelas beiradas
sempre vitoria
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
La nostra verità
sarracenos arrastam-se pelo deserto
em busca de água
em busca da justiça
em busca do perdão
se estiram procurando por uma verdade
que desconhecem
nas montanhas douradas
de areia, sal e sol
encontraram a água preta
mas permanecem sedentos
em busca de água
em busca da justiça
em busca do perdão
se estiram procurando por uma verdade
que desconhecem
nas montanhas douradas
de areia, sal e sol
encontraram a água preta
mas permanecem sedentos
Poderosos
Tudo é festa
No país do duende
Tudo é dinheiro
No país do duende
Que fica lá na ponta do arco-íris
No meio daquelas asas
Depois de todo cerrado
Seco
Lá existem águas e grama verde
Lagos feitos pela mão humana
Repletos de peixes frescos
Lá todos os duendes
Parecem pinguins
Alguns desses duendes
São vermelhos
As vezes estão de preto
Mas sempre há de existir um pontinho vermelho
No país dos duendes
A fome não chega
A miséria e nem a seca
Por mais próximo que ele esteja
Os duendes são felizes
Eles levam tudo numa boa
Tem poder para realizar todos os desejos
Mas apenas de outros grandes magos do ouro
Eles não ao capazes de realizar os desejos
Dos humanos
Pois só no mundo da fantasia é que eles vivem
E cada vez mais humanos entregam ouro aos duendes
E cada vez mais os duendes bolam uma nova engenharia para ganhar mais notas verdes
Esses duendes são tão parecido com os gnomos
Eles sabem mesmo como ganhar dinheiro
A diferença é que os gnomos projetam melhor
Mas esses duendes são demais!
Solidão
Não há algo pior que a solidão
Ela vem invadindo a alma
E toda a sua existência
Fica tudo sem sentindo
Ela vem linda
Quieta
Como duas mãos macias e aveludadas
Acariciam a sua cabeça
Deslizão pelo rosto
E tampam seus olhos
E apertam até perfuralos
E nada mais
Nada mais mesmo
O faz enxergar outra vez
Essa tal felicidade
Ela é cruel
Impiedosa
Não sabemos se somos felizes
Nem sabemos se somos infelizes
Vazios nós ficamos
Com um grande espaço no peito
Esperando ser preenchido
E que nunca é preenchido
Por medo do amor
Recado
2000 noites sem o retorno
De quem já se foi
Então o entendimento
Dos vermelhos do banheiro
Foram a tona
Mais antigo
Mais velho
Maturidade
Mas com o mesmo retrato na mente
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Tempo
de dia e de noite
de tarde e ao alvorecer
não existia antes
de todo homem entender
os tics tacs
folhas, flores, chuvas e neve
todas com o mesmo sol
mas sem o mesmo calor
o que passou a uma década
o que já foi em um segundo
o pretérito de quem não sabia
o futuro de quem adivinhou
o presente que já se passou
o presente da data que ganhou
redondos e quadrados
digitais e de ponteiro
solares analógicos
despertam
demonstram
coisa que o homem fez?
coisa que o homem descobriu?
eu não sei
nós só vivemos a cada dia intensamente
desperdiçando ao pensar no próximo segundo
de tarde e ao alvorecer
não existia antes
de todo homem entender
os tics tacs
folhas, flores, chuvas e neve
todas com o mesmo sol
mas sem o mesmo calor
o que passou a uma década
o que já foi em um segundo
o pretérito de quem não sabia
o futuro de quem adivinhou
o presente que já se passou
o presente da data que ganhou
redondos e quadrados
digitais e de ponteiro
solares analógicos
despertam
demonstram
coisa que o homem fez?
coisa que o homem descobriu?
eu não sei
nós só vivemos a cada dia intensamente
desperdiçando ao pensar no próximo segundo
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